Um dos países que demonstra essa relação na prática é a Finlândia. Com mais de 75% de seu território coberto por florestas, o país se tornou uma referência mundial em tecnologia florestal e vem avançando em um modelo de gestão baseado em dados, digitalização e rastreabilidade.
Essa capacidade de inovar vai além do setor. Em 2025, a Finlândia ocupou a 7ª posição entre 139 economias avaliadas pelo Índice Global de Inovação, permanecendo entre os países mais inovadores do mundo. Para o Brasil, que possui uma cadeia florestal altamente desenvolvida, a experiência finlandesa traz reflexões importantes sobre como utilizar a tecnologia para aumentar a eficiência e, ao mesmo tempo, avançar em práticas mais sustentáveis.
Dados transformam a maneira de gerir as florestas Uma das principais mudanças observadas na Finlândia é a digitalização da gestão florestal. Ao utilizar informações mais precisas e atualizadas, empresas conseguem tomar decisões melhores sobre inventários, operações de colheita e diferentes etapas da cadeia produtiva. A AFRY, empresa que atua nesse ecossistema, desenvolve soluções baseadas em análise de dados, sensoriamento remoto e planejamento digital.
Essas ferramentas permitem reunir informações sobre os recursos disponíveis e utilizá-las para planejar operações com mais precisão. O resultado é uma gestão em que decisões deixam de depender apenas da experiência ou de estimativas e passam a contar também com dados para orientar cada etapa. Inteligência artificial e rastreabilidade ganham espaço
Outro avanço importante está no acompanhamento da madeira ao longo da cadeia produtiva. A empresa finlandesa Pinja desenvolve soluções de software e inteligência artificial que permitem aprimorar a rastreabilidade, otimizar processos e aumentar a produtividade. A tecnologia ajuda a acompanhar informações desde a floresta até o produto final, trazendo mais transparência para a cadeia. Esse tipo de controle ganha importância à medida que mercados internacionais aumentam suas exigências relacionadas à origem e à sustentabilidade dos produtos florestais. A digitalização, portanto, não representa apenas uma oportunidade de produzir melhor. Ela também ajuda as empresas a comprovar processos e responder às novas demandas do mercado.
O que essa experiência representa para o Brasil?
Brasil e Finlândia possuem realidades diferentes, mas ambos contam com setores florestais relevantes e enxergam a inovação como parte importante do desenvolvimento dessa cadeia. Segundo a análise apresentada pela Malinovski, a experiência finlandesa em planejamento florestal, otimização da colheita, logística e gestão baseada em dados pode contribuir para tornar as operações brasileiras ainda mais eficientes. O principal aprendizado não está em reproduzir exatamente o modelo de outro país. Está em perceber como diferentes tecnologias podem ser integradas para melhorar decisões, reduzir ineficiências e gerar maior valor a partir dos recursos disponíveis.
Da floresta para dentro da indústria
A busca por eficiência não termina quando a madeira deixa a floresta. Depois da colheita e da logística, a matéria-prima entra em uma nova etapa de transformação. E dentro da indústria, precisão, produtividade e aproveitamento também fazem diferença. Processos mais organizados e equipamentos adequados ajudam a reduzir gargalos, evitar retrabalhos e utilizar melhor a madeira disponível. É nesse ponto que os aprendizados apresentados pela Finlândia também encontram espaço na realidade industrial brasileira.
Tecnologia não precisa estar associada apenas a grandes sistemas digitais. Ela também está na automação de processos, na precisão dos equipamentos e na capacidade de produzir de maneira mais eficiente. Inovação para uma cadeia cada vez mais preparada A experiência finlandesa mostra que sustentabilidade e competitividade podem avançar na mesma direção. Quando dados, rastreabilidade, automação e eficiência passam a fazer parte da cadeia produtiva, a tecnologia ajuda a transformar não apenas a forma de produzir, mas também a maneira de utilizar os recursos disponíveis.
Na Dallabona, essa busca por evolução está presente no desenvolvimento de máquinas e soluções para serrarias e fabricantes de embalagens de madeira, com foco em processos mais eficientes, produtivos e adequados às necessidades de cada operação. O futuro da indústria da madeira passa por entender melhor os processos, aproveitar melhor a matéria-prima e utilizar a tecnologia de forma estratégica. Mais do que produzir mais, o próximo passo está em produzir com cada vez mais inteligência.
Fonte: Malinovski, “Tecnologia para um Futuro Sustentável: o Papel da Finlândia na Transformação do Setor Florestal Global”, julho de 2026.
